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Arthur Braginsky

Arthur Braginsky

 

 

Tua mão cigana me viaja
e eu, meninamente, te passeio.
Percorres minhas terras veia a veia,
te exploro corpo adentro veio a veio.
Sem medo, me pesquisas palmo a palmo
e, aos poucos, te navego e te mapeio.
Me queimas com os sucos do teu solo
e meu suor escorre no teu seio.
Me cortas e recortas com teu curso,
te parto e nos reparto meio a meio.
Me descobres nas sombras que não deixo,
te adivinho nas frestas que tateio.

Me embrenho em tuas rimas sem destino,
te enveredas nos versos que incendeio.

 

 

 

© Tony Saad